Geléia Geral - Poesia Mundana


penso com

            a

alma

crua

            despida

escrevo com

            a

carne

dura

            moída

Escrito por Renata (Rida) às 16h43
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Outonal 

deve-se fazer murchar

certos sonhos

para que tornem

a nascer

            muitos não sabem

            jamais vão saber:

deve-se despetalar

certas flores

para que tornem

a crescer



Escrito por Renata (Rida) às 16h43
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Minha alma não tem cor.

Penso mil coisas, só sei falar de amor.

Conheço muitos caminhos,

 nunca sei pra onde vou.

Escrito por Renata (Rida) às 16h42
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percorro caminhos

que mesma trilho

sigo o destino

que escrevo em papel-brilho

e pinto de vermelho-sangue

antes que o que penso se mande

e fique tudo por aí



Escrito por Renata (Rida) às 16h41
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Cai a noite

Cai o pano

Cai a máscara.

O que resta?

O vazio.

O áspero.

O nada.



Escrito por Renata (Rida) às 16h39
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vomito palavras com a certeza de ter de volta a leveza dos que nada sentem

escarro dor com a intenção de fechar a ferida aberta pelos que mentem

cuspo no chão o desespero que insiste em me atormentar

piso na angústia que teima em me sufocar

para poder me encontrar depois de te perder

para poder decifrar o que não consigo entender

para poder esquecer o que me faz sofrer

Escrito por Renata (Rida) às 16h38
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em fases de inverno

queima o frio eterno

da solidão

perco pedaços

de alma no outono

e como árvore

fincada no chão

renasço nas primaveras

brilho a cada verão

Escrito por Renata (Rida) às 16h37
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Quero ser seu sócio

            Seu ócio

                        Seu cio

Quero ser seu fio

                        Condutor



Escrito por Renata (Rida) às 16h34
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"Enquanto palavras forem meu alimento, não sentirei fome, nem sede, nem frio, apenas essa sensação de saciedade - que já se desfaz diante de um novo texto, um novo livro, do conhecimento de que se compõe meu próximo alimento.
Pois minha carne é feita de histórias e sonhos; meu sangue, das letras que devoro.
Faminta do saber, do aprender com que construo meus dias e uma vida dedicada à palavra."

http://www.ipsislitteris.blogger.com.br/

Escrito por Renata (Rida) às 12h42
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